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terça-feira, 9 de junho de 2015

Atenção ao uso do FOGO

Período Crítico : 1 de Julho a 30 de Setembro

É proibido fazer queimas durante o Período Crítico - de 1 de Julho a 30 de Setembro -  e nos dias de risco de incêndio Muito Elevado e Máximo.
As coimas podem ir até 60.000 €.
Antes de fazer uma queima informe-se do Risco de Incêndio Florestal junto do Corpo de Bombeiros da sua zona, do Serviço Municipal de Proteção Civil ou no Instituto Português do Mar e da Atmosfera, em www.ipma.pt.




sábado, 23 de maio de 2015

21 de Maio.. Dia Nacional do Sapador Florestal

Dia 21 de mMaio, é o Dia Nacional do Sapador Florestal, instituído pela Assembleia da República a 22 de Fevereiro de 2004, publicado na Resolução da Assembleia da República n.º 26/2004, de 2 de Março.
Realça-se nesta data a criação das equipas de Sapadores Florestais, estruturas dotadas de capacidade e conhecimentos próprios que, ao longo do ano, desenvolvem, com carácter permanente e de forma sistemática e eficiente, acções de silvicultura preventiva e acções de vigilância e de apoio ao combate de incêndios florestais. A acção dos Sapadores Florestais dá sequência às medidas de carácter prioritário estabelecidas na Lei de Bases da Política Florestal.



terça-feira, 5 de maio de 2015

Coimbra acolhe II Jornadas do Medronho


A 22 de maio a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) irá receber a segunda edição das Jornadas do Medronho.
O evento pretende dar a conhecer a situação atual da cultura do medronheiro no nosso país, as diferentes aplicações e as condições de financiamento.
Espécie típica do nosso país, o medronheiro (Arbutus unedo L.) desenvolve-se em diferentes zonas e a sua utilização apresenta um crescente interesse para diversos fins, como a produção de aguardente de medronho, a produção de compotas, confeitaria, mel, a valorização para consumo em fresco, a valorização para compostos anti-oxidantes e a utilização em projetos de arborização.
Durante as Jornadas será lançado o ‘Manual de Boas Práticas de Fabrico de Aguardente de Medronho’.
O evento é organizado pela ESAC e pela Associação Portuguesa de Horticultura. Conta ainda com o apoio do Ministério da Agricultura e do Mar e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Prepare-se para a época de incêndios

Até dia 15 de abril faça a gestão da vegetação
A gestão da vegetação é a sua melhor proteção.
Entende-se por gestão de vegetação, a redução dos matos, o desbaste e as desramações das árvores, de modo a dificultar a propagação do fogo. Em caso de incêndio florestal, esta gestão desempenha um papel fundamental na defesa das pessoas e das infraestruturas, bem como da própria floresta.
A gestão da vegetação deverá ser efetuada numa faixa envolvente às edificações e infraestruturas inseridas nos espaços florestais, tais como, a rede viária, a rede ferroviária, as linhas de transporte e de distribuição de energia elétrica de média a muito alta tensão, os equipamentos florestais de recreio e as edificações. Os gestores e proprietários são obrigados à realização dos trabalhos de gestão da vegetação.
 
 

Saiba que:

  • Ao efetuar a gestão da vegetação está a dificultar a propagação de um fogo de dimensão significativa, diminuindo a sua intensidade, criando em simultâneo uma janela de oportunidade para uma supressão mais eficaz por parte dos bombeiros.
  • Ao efetuar a gestão da vegetação está diminui a probabilidade de desenvolvimento de um incêndio a partir das diversas infraestruturas para o espaço florestal.
  • A gestão da vegetação deverá ser efetuada até ao dia 15 de abril de cada ano.
  • Em caso de incumprimento a Câmara Municipal notifica os responsáveis.
  • Na ausência de intervenção, entre o dia 15 de abril e 30 de outubro os proprietários ou entidades administrativas de edificações, estaleiros, equipamentos sociais e de serviços, podem proceder à gestão de combustível mediante comunicação ao proprietário, num prazo não inferior a 20 dias.
  • O incumprimento da execução e manutenção da faixa de gestão, constitui contraordenação punível com coima, de € 140 a € 5000, no caso de pessoa singular, e de € 800 a € 60 000 no caso de pessoas coletivas.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Mulching.. o que é!?

UA estuda técnica inédita no país contra a erosão depois dos incêndios florestais



Reduzir drasticamente o nível de erosão dos solos florestais depois da ocorrência de um incêndio é o grande objectivo do mulching. Tendo em conta que após um incêndio a erosão por acção da água das chuvas pode levar a perdas de cerca de 50 toneladas de solo, a técnica em estudo pela UA pode reduzir a escorrência de águas nos terrenos ardidos em mais 40 por cento e, com isso, diminuir a erosão do solo em 90 por cento.

O método inovador que a UA quer introduzir em Portugal, e que em tradução livre se pode designar por ‘acolchoado’, consiste na distribuição pelos solos consumidos pelo fogo de uma camada de restos florestais triturados.
“Com a vegetação e a manta morta da superfície dos terrenos transformados em cinzas o solo fica extremamente vulnerável à acção da erosão”, aponta Sérgio Alegre. O investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, e responsável pelos primeiros estudos em Portugal da utilização do mulching, relata que há terrenos que chegam a perder várias dezenas de toneladas de solo por hectare durante o primeiro ano depois de um incêndio.
“As implicações negativas que este cenário acarreta vão desde a perda de fertilidade e produtividade dos solos até à destruição dos ecossistemas e bens a jusante das áreas afectadas como é o caso de caminhos, pontes, praias fluviais ou propriedades”, diz o investigador.
O problema da erosão adensa-se, por exemplo, quando esta afecta o normal funcionamento de barragens e centrais hidroeléctricas. “Com a acumulação das toneladas de sedimentos levados pela chuva até aos rios, e destes até às albufeiras das barragens, estas podem perder o volume útil para armazenar a água, o que leva à necessidade do seu desassoreamento e limpeza para poder acumular mais água”, explica Sérgio Alegre.
Ainda que em Portugal o desaparecimento do solo por erosão após incêndio não esteja muito bem estudado, Sérgio Alegre aponta para investigações realizadas em “países que têm uma longa tradição nesses estudos”, nomeadamente nos EUA, onde as perdas podem atingir até 65 toneladas por hectare ardido durante o primeiro ano após o incêndio. Aqui bem perto, na Galiza, já se quantificaram perdas de 10 a 35 toneladas por hectare durante um ano. “No caso de Portugal, só agora começamos a ter algumas estimativas, mas são medições pontuais em pequenas parcelas de erosão, pelo que é preciso continuar a investigar para conhecer os efeitos dos incêndios a escalas maiores”, refere.
Matérias primas à mão de semear
Níveis de pluviosidade, inclinação dos terrenos, características geológicas, clima, tipos de vegetação e ciclo de incêndios a que o terreno tem estado sujeito são alguns dos factores ligados ao processo de erosão e que influenciam as perdas de solo. “Depois de um incêndio é preciso avaliar as zonas onde há risco de erosão. É claro que não podemos tratar toda a superfície ardida com o mulching porque seria inútil aplicá-lo nalgumas áreas que não precisam”, aponta Sérgio Alegre. É o caso das áreas sem declive ou áreas ardidas com uma baixa intensidade do fogo onde as árvores ainda possuem folhas nas copas que, depois de caírem, fornecem de uma protecção natural ao solo. No caso dos pinhais, “a caruma funciona como um mulching natural tão efectivo como os restos florestais triturados”.
Matérias-primas para triturar a pensar no ‘acolchoamento’ não faltam em Portugal. “Pode-se aplicar as toneladas e toneladas de cascas de madeira que não são utilizadas pelas fábricas de pasta de papel. É um material muito bom pois tem fibras longas que se adaptam ao solo formando uma espécie de rede que retém água e sedimentos”, explica o investigador do CESAM. O mulching pode igualmente fazer uso do que sobra das podas e de “restos derivados das limpezas dos matos, dos jardins ou das bermas das estradas que, na maioria dos casos, são enviados para lixeiras”.
Técnicas actuais ineficazes
Aplicado à mão ou com recurso a meios aéreos sobre os terrenos mais expostos a fenómenos de erosão, o mulching pretende substituir as “ineficazes” mas muito usadas barreiras de madeira cravadas nos solos ardidos para reterem águas e sedimentos. Sérgio Alegre aponta que “ em comparação com o mulch, essas barreiras, não cumprem a função de reter as águas e de mitigar a perca de sedimentos dos terrenos expostos à erosão”.
Pelo contrário, o investigador do CESAM, garante que o mulch, numa primeira fase, reduz as perdas de solo e, posteriormente, através da própria decomposição dos restos florestais, acaba por se incorporar no ecossistema florestal. “Como é um material que pode reter água por absorção ou por retenção nas micro-barreiras que as fibras formam, este método reduz a quantidade de água que flui para os rios até 40 ou 50 por cento”, explica Sérgio Alegre.
O processo, que “dá o mesmo trabalho que a colocação das barreiras”, pode evitar despesas maiores. O investigador não tem dúvidas: “Se com esta técnica se evitar que a perda do solo, um recurso não renovável à escala humana, leve à alteração dos ecossistemas aquáticos a jusante da área ardida, ou que, por exemplo, uma barragem fique cheia, então os gastos estão mais do que justificados”.

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