segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Força Area Portuguesa, os Incêndios Florestais... C130!!! Desmistificação...

VAMOS LÁ REPOR A VERDADE…

SOBRE A FAP E O C130
E O COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS
A utilização de meios aéreos no combate a incêndios no nosso país foi iniciada na década de 70, através da contratação de meios a empresas privadas pelos serviços florestais.
Neste período foi também utilizado por vezes 1 helicóptero Alouette III da FAP que transportava 2 elementos dos serviços florestais com um extintor de 6 Kg de Pó cada um.(!!!!????)
A partir de 1983 começaram a ser contratados a empresas privadas e a operar helicópteros com 1 balde com capacidade de 500 litros e também capacidade de transporte de uma equipa helitransportada de 5 elementos devidamente treinados.
Em 1984 foi criada uma comissão, no âmbito do Ministério da Defesa., para estudar e propor a aquisição de um sistema de meios aéreos que fosse verdadeiramente eficaz no combate aos grandes incêndios florestais.
Entre as hipóteses possíveis distinguiram-se a aquisição de aviões CANADAIR e a aquisição de sistema MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System) para instalação nos aviões C-130, estes já constantes no inventário da Força Aérea Portuguesa.
A decisão governamental foi no sentido de aquisição de dois sistemas MAFFS (Modular Airborn Fire Fighting System) para instalação nos aviões C-130 da Força Aérea Portuguesa.
As razões que determinaram a decisão terão sido exclusivamente de ordem financeira. Nos pratos da balança estavam, num lado, a compra de aviões que obrigava à criação de uma estrutura completa de apoio e, no outro, a compra de sistemas, amovíveis, para instalar em aviões já existentes e para os quais já existia estrutura de apoio.
Na altura a Comissão pronunciou-se pela excelência das características dos aviões CANADAIR para combate a incêndios.
Na verdade, o avião CANADAIR foi, e ainda é, o único anfíbio no mundo a ser desenhado especialmente para o combate a incêndios florestais, com enchimento automático enquanto voa sobre uma superfície de água. Outros sistemas atualmente existentes não são mais do que adaptações em aeronaves desenhadas e construídas para outros fins.
A operação conjunta dos dois sistemas adquiridos, nunca foi possível por falta de disponibilidade da FAP em ter dois aviões C130 em simultâneo para o combate aos incêndios.
Mais tarde, com o crescendo da utilização dos aviões C-130 em apoio das FND (Forças Nacionais Destacadas) na Bósnia, Kosovo, Timor, etc., a disponibilidade daqueles aviões no âmbito do Combate a IF (Incêndios Florestais) tornou-se cada vez mais irregular conduzindo ao abandono do sistema, por falta de capacidade da FAP.
Portanto ninguém tirou a FAP do combate aos IF ela própria é que se retirou.
No início dos anos 90 foi criado novo Grupo de Trabalho, já que a união Europeia tinha disponibilizado 75% da verba de aquisição de 4 Canadair, a fundo perdido.
Também aqui por indisponibilidade da FAP em operar os Canadair, porque representava um enorme gasto em infraestruturas, nomeadamente a constituição de uma nova esquadra de aeronaves, todos os aspetos logísticos e de manutenção a par da certificação de pilotos e a sua rotatividade.
O Governo tomou então a decisão de comparar 4 helicópteros ligeiros. Foi lançado o concurso público internacional que no final foi anulado porque nenhum dos concorrentes apresentou propostas que cumprissem na totalidade o caderno de encargos.
No início do século outro Grupo de Trabalho foi constituído, este já com a incumbência da aquisição de Canadair, mas também com a incumbência de verificar as condições que a FAP queria e podia ter para esta operação.
No final do tempo previsto para as conclusões a FAP informou que não pretendia operar mais nenhum modelo de aeronaves com exceção de modelos iguais aos que possuía ou outro modelo, se fosse para substituir integralmente uma das esquadras. E informou mais. Informou que o que pretendia era aeronaves de transporte e não Canadair que não serviam para as suas missões.
Em 2005 outro Grupo de Trabalho. Desta vez o ministério da defesa informa que no que diz respeito à sustentabilidade da frota (manutenção e cadeia logística, sem pessoal), de dez helicópteros e para cerca de 2500 horas de voo/ano, a FAP gasta € 3.500.000 por ano para aquisições de consumíveis e materiais para reparação e € 3.000.000 por ano para realizar as manutenções programadas.
Deste grupo de trabalho saiu a decisão da compra pelo Estado de 6 helicópteros Kamov e 4 helicópteros ligeiros Ecureill AS 350.
A partir daqui foi criada a Empresa de Meios Aéreos do Estado (EMA), que já não existe.
A FAP para operar meios de combate a incêndios vai ter de formar pilotos desde o seu início com todos os custos inerentes.
Um curso civil de piloto comercial de helicópteros (pago pelos próprios pilotos) hoje custa mais de 100 mil euros, coisa que os pilotos militares recebem gratuitamente dado pela Força Aérea, num curso que demora cerca de 2 anos, para militares em regime de contrato e mais de 5 para militares do quadro (Academia da Força Aérea), sendo que algumas qualificações são depois obtidas nos Estados Unidos.
Após a formação ainda terão que fazer centenas de horas de treino para adquirir a proficiência necessária. As condições mínimas, por exemplo para admissão de um piloto comandante para o Kamov é de 2.500 horas de voo em helicóptero. Parece-me que a FAP só terá pilotos aptos daqui a muitos anos.
Perante esta situação quanto custará a formação de um piloto à Força Aérea para combate a incêndios florestais?
Acrescento ainda que os pilotos contratados da FAP, saem ao fim de 6 anos de serviço e os do quadro antes dos 50 anos de idade. Estes, os do quadro, vão para o Estado Maior da Força Aérea em Alfragide, não se coibindo de manter qualificações mínimas para continuarem a receber o subsídio de risco de voo.
A FAP todos os anos gasta fortunas a formar pilotos, tendo também em linha de conta que vários deles antes dos 50 anos deixam de voar e muitos pedem muito antes disso, (por volta dos 35 anos de idade que é o auge da carreira), o abate ao quadro da FAP para irem voar em companhias privadas.
Falemos agora em custos...
Relembro os milhões de Euros que custa a manutenção dos atuais EH-101 pagos ao fabricante para fazer a manutenção de base, onde acrescem os custos com as centenas de militares envolvidos na manutenção de linha, componentes, ferramentas, etc, não esquecendo todos os custos que ninguém conhece, associados a uma base militar (desde o cozinheiro, ao militar da policia aérea que levanta a cancela, ao bombeiro, ao barbeiro e outras dezenas de especialidades que lá existem).
As frotas da FAP têm uma taxa de prontidão média de 47% ou seja, das 130 aeronaves da FAP, apenas 60 se encontram prontas para voo. Veja-se o exemplo do Helicóptero EH-101, que não é de forma alguma adequado para o combate a incêndios, mas é uma aeronave ocidental com tecnologia de ponta... (apenas 1 custou mais do que os 6 Kamov) foram comprados 12... quantos estão operacionais para voo??? QUATRO (4) !!!!!??????
É esta operacionalidade que se pretende no combate a incêndios florestais??????
Apesar da quantidade de meios e de pessoal de que a FAP dispõe, esta só terá condições para uma operação da envergadura de combate a incêndios florestais com um brutal investimento em novos meios adequados à missão, a entrada de mais umas centenas de militares com os custos inerente à sua formação e a constituição de tantas esquadras, quantos os modelos de aeronaves.
Depois de se conhecer toda a informação necessária que é muito mais do que esta que vos deixo, era bom saber os custos totais de toda a operação de colocar a FAP no combate a incêndios florestais... e a taxa de prontidão dos meios... mas sem truques.
Eu pessoalmente preferia gastar esses milhões num Navio Logístico Polivalente para a Marinha que é prioritário e fundamental, até para apoio às nossas ilhas em caso de desastre natural ou antrópico.
Poderá confirmar todos os dados operacionais da FAP nos Relatórios de Gestão da FAP e no relatório final da Comissão Especial para o Estudo dos Meios Aéreos de Combate aos Incêndios Florestais 2005.
Agosto de 2016

domingo, 20 de setembro de 2015

A sentir-se reivindicativo...

Aldeia de Vasco Esteves de Cima continua a ser grandemente prejudicada no que ao seu Património/Baldio diz respeito..

De referir que:
- Parque eólico da Alvoaça onde 9 das 10 eólicas estão no nosso Baldio (ainda que a Assembleia de Freguesia negue que cada aldeia possa ter o seu próprio baldio e a sua própria gestão) com renda anual com valor médio de 50.000€ para a JF e 75.000€ para a CMSeia (Segundo valores referidos em Assembleia de Freguesia);

- Venda de lote de 6922 árvores, através de corte cultural, por parte do ICNF na área submetida a regime florestal. E uma vez mais no Baldio de Vasco Esteves de Cima, venda pelo valor final de 28500€ sendo que a Comissão de Compartes da Freguesia tem direito a 60% da venda cabendo os restantes 40% ao ICNF;
- Através da actualização da Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) que regista a delimitação e demarcação das circunscrições administrativas do País deixamos de ter o sitio da Rasa na freguesia ficando a divisão entre a Freguesia de Alvoco da Serra e da Teixeira a linha de agua abaixo da Rasa e não pela cumeada como até aquela data, isto porque na altura da consulta publica não foi verificada a situação e como "quem cala consente" resultou a reclamação por parte da Junta de Freguesia de Teixeira, juntamente com a associação de Amigos da Teixeira, a pretensão de obtenção da renda anual da segunda eólica.

Em suma:
- Percentagem de valor retirado em comparação com o valor de investimento na aldeia com uma enorme desigualdade!
- Parque eólico instalado no nosso Baldio.
- E referir que temos um património florestal com um enorme valor económico e sobretudo ambiental, mas também com uma grande diversidade (Pinheiro Bravo, Pinheiro Silvestre, Pinheiro Negral, Pseudotsugas, Castanheiros e Medronheiros) que contudo não tem tido a valorização e gestão florestal que lhe é devido e que merece!
- Posto isto questiono se com um Conselho Directivo de Baldio instalado na própria aldeia a mesma não teria mais a ganhar!? (Legalmente possível e com aconselhamento Técnico e Jurídico por parte da BALADI - Federação Nacional de Baldios)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ofertas formativas que contam com a parceria da ENB

ESTUDAR || Por estarmos em plena época de tomar decisões quanto ao curso a seguir, divulgamos as ofertas formativas que contam a parceria da ENB

Entre elas está a ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra


Curso de Especialização Tecnológica em Defesa da Floresta Contra Incêndios 
  • Este CET foi desenvolvido para responder à lacuna na formação técnica operacional em Defesa da Floresta Contra Incêndios. O curso confere competências para a coordenação e execução de operações relacionadas com: a prevenção, a pré-supressão, a primeira intervenção, o combate alargado, o rescaldo e a gestão pós-fogo florestal.
  • Outro dos objetivos do curso é dotar os formandos com capacidades que atualmente se encontram dispersas por diferentes entidades e organismos tornando-os praticamente autossuficientes em termos de DFCI ao nível da unidade de gestão florestal.
  • O curso é composto por Unidades de Formação (UF) das quais fazem parte: “uso da água no combate a incêndios florestais” e “proteção civil” lecionadas pela ENB. Uma das componentes fundamentais desta formação é o período de 500 horas em contexto de trabalho realizado durante o Verão, no qual os formandos deverão ser confrontados com situações reais de incêndio florestal.
  • Esta parceria prevê, ainda, que a ESAC receba anualmente 20 formandos indicados pela ENB para frequentarem as UF ”Táticas e técnicas de fogo de supressão” e “Análise de incêndios florestais”.

Consulte aqui: http://www.enb.pt/publicacao.php?id=35&bloco=83

domingo, 28 de junho de 2015

A "regra dos 30" o maior medo de quem luta contra os Incêndios Florestais

Entrevista ao Secretario Geral do Colégio de Engenheiros Técnicos Florestais, Raúl de la Calle

Em Espanha os Especialistas Florestais classificam o risco de um incêndio usando a "Regra dos 30".

  • Mais de 30 graus;
  • 30 dias sem chuva;
  • Humidade relativa do ar inferior a 30%;
  • Vento superior a 30 Km/h;

Quando essa situação ocorre, há um alto risco de qualquer foco de incêndio se tornar num grande incêndio florestal (GIF).

O declive é o mais importante dos três fatores topográficos pois tem "uma influência direta tanto no aparecimento como no desenvolvimento do incêndio", juntamente com o relevo e a exposição solar a que as encostas estão sujeitas.

O terreno pode influenciar os regimes de vento que afetarão a direção e a velocidade de propagação do incêndio, e também a existência de microclimas, como as áreas com maiores humidades relativas nas encostas sombreadas

terça-feira, 23 de junho de 2015

Período Crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios


No ano de 2015, o Período Crítico no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios vigora de 1 de Julho a 30 de Setembro, e nele devem ser asseguradas medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais (in Portaria n.º 180/2015, de 19 de junho).

A maioria das causas conhecidas dos incêndios florestais é de origem humana.
Tenha em atenção que durante o Período Crítico nos espaços florestais e agrícolas não é permitido(a):
  • fumar, fazer lume ou fogueiras;
  • fazer queimas ou queimadas;
  • lançar foguetes e balões de mecha acesa;
  • fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas; e
  • a circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.


Quando fizer piqueniques, leve comida já confecionada e faça refeições que não necessitem de ser aquecidas.

Deposite o lixo em contentores e adote sempre normas de conduta preventivas.
Cuide da floresta! Dela depende o seu bem estar e o sustento de inúmeras pessoas.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Atenção ao uso do FOGO

Período Crítico : 1 de Julho a 30 de Setembro

É proibido fazer queimas durante o Período Crítico - de 1 de Julho a 30 de Setembro -  e nos dias de risco de incêndio Muito Elevado e Máximo.
As coimas podem ir até 60.000 €.
Antes de fazer uma queima informe-se do Risco de Incêndio Florestal junto do Corpo de Bombeiros da sua zona, do Serviço Municipal de Proteção Civil ou no Instituto Português do Mar e da Atmosfera, em www.ipma.pt.




terça-feira, 26 de maio de 2015

domingo, 24 de maio de 2015

Incendios Forestales.. 60 años de lucha contra los incendios forestales en España

Realidade em Espanha... bem ali ao lado!
- 60 anos de Bombeiros Florestais Profissionais;
- 23 anos de brigadas dirigidas por Engºs Florestais (BRIF);
- 17 anos de brigadas de sensibilização e apoio à realização de queimadas (EPRIF);

sábado, 23 de maio de 2015

21 de Maio.. Dia Nacional do Sapador Florestal

Dia 21 de mMaio, é o Dia Nacional do Sapador Florestal, instituído pela Assembleia da República a 22 de Fevereiro de 2004, publicado na Resolução da Assembleia da República n.º 26/2004, de 2 de Março.
Realça-se nesta data a criação das equipas de Sapadores Florestais, estruturas dotadas de capacidade e conhecimentos próprios que, ao longo do ano, desenvolvem, com carácter permanente e de forma sistemática e eficiente, acções de silvicultura preventiva e acções de vigilância e de apoio ao combate de incêndios florestais. A acção dos Sapadores Florestais dá sequência às medidas de carácter prioritário estabelecidas na Lei de Bases da Política Florestal.



terça-feira, 5 de maio de 2015

Coimbra acolhe II Jornadas do Medronho


A 22 de maio a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) irá receber a segunda edição das Jornadas do Medronho.
O evento pretende dar a conhecer a situação atual da cultura do medronheiro no nosso país, as diferentes aplicações e as condições de financiamento.
Espécie típica do nosso país, o medronheiro (Arbutus unedo L.) desenvolve-se em diferentes zonas e a sua utilização apresenta um crescente interesse para diversos fins, como a produção de aguardente de medronho, a produção de compotas, confeitaria, mel, a valorização para consumo em fresco, a valorização para compostos anti-oxidantes e a utilização em projetos de arborização.
Durante as Jornadas será lançado o ‘Manual de Boas Práticas de Fabrico de Aguardente de Medronho’.
O evento é organizado pela ESAC e pela Associação Portuguesa de Horticultura. Conta ainda com o apoio do Ministério da Agricultura e do Mar e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Protocolo de Segurança LACES

E porque a época de DECIF 2015 está já ai à porta nunca é demais recordar o protocolo de segurança LACES like emoticon
L - Vigias (Lookouts)
A - Pontos de Ancoragem (Anchor Points)
C - Comunicações (Communications)
E - Caminhos de Fuga (Escape Routes)
S - Zonas de Segurança (Safety Zones)


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Prepare-se para a época de incêndios

Até dia 15 de abril faça a gestão da vegetação
A gestão da vegetação é a sua melhor proteção.
Entende-se por gestão de vegetação, a redução dos matos, o desbaste e as desramações das árvores, de modo a dificultar a propagação do fogo. Em caso de incêndio florestal, esta gestão desempenha um papel fundamental na defesa das pessoas e das infraestruturas, bem como da própria floresta.
A gestão da vegetação deverá ser efetuada numa faixa envolvente às edificações e infraestruturas inseridas nos espaços florestais, tais como, a rede viária, a rede ferroviária, as linhas de transporte e de distribuição de energia elétrica de média a muito alta tensão, os equipamentos florestais de recreio e as edificações. Os gestores e proprietários são obrigados à realização dos trabalhos de gestão da vegetação.
 
 

Saiba que:

  • Ao efetuar a gestão da vegetação está a dificultar a propagação de um fogo de dimensão significativa, diminuindo a sua intensidade, criando em simultâneo uma janela de oportunidade para uma supressão mais eficaz por parte dos bombeiros.
  • Ao efetuar a gestão da vegetação está diminui a probabilidade de desenvolvimento de um incêndio a partir das diversas infraestruturas para o espaço florestal.
  • A gestão da vegetação deverá ser efetuada até ao dia 15 de abril de cada ano.
  • Em caso de incumprimento a Câmara Municipal notifica os responsáveis.
  • Na ausência de intervenção, entre o dia 15 de abril e 30 de outubro os proprietários ou entidades administrativas de edificações, estaleiros, equipamentos sociais e de serviços, podem proceder à gestão de combustível mediante comunicação ao proprietário, num prazo não inferior a 20 dias.
  • O incumprimento da execução e manutenção da faixa de gestão, constitui contraordenação punível com coima, de € 140 a € 5000, no caso de pessoa singular, e de € 800 a € 60 000 no caso de pessoas coletivas.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CET de DFCI da ESAC... o que é!?


O Curso de Especialização Tecnológica em Defesa da Floresta Contra Incêndios (CET-DFCI) surge no sentido de colmatar a lacuna actualmente existente ao nível da formação técnica operacional na área de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
      O curso confere competências para a coordenação e execução de operações no domínio da Defesa da Floresta Contra Incêndios relacionadas com:
- a prevenção;
- a pré-supressão;
- a primeira intervenção;
- o combate alargado;
- o rescaldo;
- a gestão pós-fogo.


Apesar de centrado nas questões da DFCI, o curso também confere competências em todas as áreas de trabalho na floresta, incluindo:
- a regeneração; 
- a condução; 
- a exploração florestal.

É objectivo do curso dotar os formandos com capacidades que actualmente se encontram dispersas por várias entidades e organismos (ICNF, ANPC, GNR) tornando-os praticamente auto-suficientes em termos de DFCI ao nível da unidade de gestão florestal onde trabalham.
Para tal os formandos irão contar com a colaboração de formadores provenientes de diferentes entidades que aceitaram colaborar com a ESAC na leccionação deste CET. Muito embora o local de formação esteja centralizado na ESAC, os formandos terão formação noutros locais do país. 
Uma componente fundamental da formação será constituída por um período de 500 horas em contexto de trabalho, durante o Verão, no qual os formandos deverão ser confrontados com situações reais de incêndio florestal.
 
     O Curso é composto por Unidades de Formação (UF) com estrutura modular. Cada UF decorre normalmente às quintas, sextas e sábados (UF’s de 24 horas) ou às quartas, quintas, sextas e sábados (UF’s com duração superior). 



  • O Curso encontra-se estruturado de modo a corresponder às exigências legais para a credenciação como operacional de queima, conforme o Despacho n.º 7511/2014 - Regulamento do Fogo Técnico. 
  • Parcerias de formação com o AFOCELCA, COTF, ENB e TNM. 
  • Parcerias com diversas entidades para a realização da Formação em Contexto de Trabalho. 
  • Possibilidade de creditação de disciplinas afins para os titulares de cursos superiores. 
  • Os titulares do CET terão acesso facilitado ao Curso de Licenciatura em Ciências Florestais e Recursos Naturais.
  • A ESAC não garante o pagamento das despesas de deslocação, alimentação e alojamento quando a formação decorrer fora de Coimbra.
  • Os formandos deverão adquirir o respectivo equipamento de protecção individual. 

Saídas Profissionais: 
  • Coordenação e formação de equipas de sapadores florestais em Associações Florestais, em Zonas de Intervenção Florestal e em Câmaras Municipais. 
  • Brigadas AFOCELCA (Agrupamento Complementar de Empresas para Protecção contra incêndios) ao serviço das empresas de produção de pasta para papel. 
  • Serviços, corporações e brigadas de Combate a Incêndios da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). 
  • Vigilantes e Guardas da Natureza sob dependência do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza das Florestas). 
  • Trabalho ao serviço do ICNF na área da prevenção e combate a incêndios florestais. 
  • Especialização em DFCI de técnicos com formação superior. 

terça-feira, 24 de março de 2015

O/A Sapador Florestal... definição e funções!


O Sapador Florestal é um trabalhador especializado, com perfil e formação específica adequados ao exercício das funções de gestão florestal e defesa da floresta, designadamente, através de:
a) Acções de silvicultura;
b) Gestão de combustíveis;
c) Acompanhamento na realização de fogo controlado;
d) Apoio à realização de queimas e de queimadas;
e) Manutenção e beneficiação da rede divisional e de faixas e mosaicos de gestão de combustíveis;
f) Manutenção e beneficiação de outras infra-estruturas;
g) Acções de controlo e eliminação de agentes bióticos;
Exerce ainda acções de:
h) Sensibilização do público para as normas de conduta em matéria de natureza fitossanitária, de prevenção, do uso do fogo e da limpeza das florestas;
i) Vigilância das áreas a que se encontra adstrito, ou estabelecido em POM;
j) Primeira intervenção em incêndios florestais, apoio ao ataque ampliado e subsequentes operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio, previsto em Directiva Operacional aprovada pela Comissão Nacional de Protecção Civil;
k) Protecção a pessoas e bens prevista em Directiva Operacional aprovada pela Comissão Nacional de Protecção Civil.
qualificação de sapador florestal é atribuída após a frequência dos módulos de formação fundamental do Referencial de Formação de Sapador Florestal, inserto no Catálogo Nacional de Qualificações, da Agência Nacional para a Qualificação. 
profissão de sapador florestal encontra-se regulamentada pela Portaria n.º 90/2012, de 30 de março, sendo a Autoridade Florestal Nacional a autoridade nacional competente para proceder ao reconhecimento das qualificações profissionais.

Constituição de mais 20 equipas de Sapadores Florestais... uma realidade ou propaganda eleitoralista!?

Governo Anuncia Aquisição de 59 Viaturas para Sapadores Florestais



Será ainda aberto de um concurso para constituição de mais 20 equipas, com cinco elementos cada.
A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, anunciou esta terça-feira a aquisição de 59 viaturas para os sapadores florestais e a abertura de um concurso para constituição de mais 20 equipas, com cinco elementos cada.
«Hoje temos 278 equipas [de sapadores florestais], mas gostaríamos de ter mais e estamos a preparar condições para lançar o concurso para mais 20 equipas, para ir repondo as que foram decaindo com o tempo. Estamos também a preparar-nos para adquirir mais 59 novas viaturas», avançou.
Durante a cerimónia de entrega de equipamentos de proteção individual para as 107 equipas de sapadores profissionais do centro, que decorreu em Viseu, Assunção Cristas recordou que já em dezembro do ano passado foram entregues 21 viaturas.
«Esta é a primeira vez que algumas equipas são reequipadas desde a sua constituição. Como estamos a voltar a uma normalidade do ponto de vista financeiro, queremos que não se chegue a situações tão difíceis de degradação e que se possam ir renovando periodicamente, numa base anual», acrescentou.
Aos jornalistas, a ministra da Agricultura e do Mar explicou que a aquisição das 59 viaturas vai ser possível através da utilização de «mais uma disponibilidade do fundo florestal de permanência de cerca de 6 milhões de euros».
«Fizemos o levantamento de prioridades, as primeiras 21 viaturas foram entregues em dezembro, para algumas equipas que tinham perdido as suas viaturas, nomeadamente em incêndios ou porque estavam já muito estragadas. Foram levantadas agora as prioridades para esta segunda leva de aquisições, serão 59 viaturas e, naturalmente, a prioridade é dada a quem está numa situação de maior necessidade», apontou.
Sobre a entrega das viaturas, a representante do Governo sublinhou que ainda é cedo para avançar uma data, mas que o mais importante é ter-se regressado «a um período mais regular para se fazer o reequipamento».
«Como sabem, os procedimentos são muito longos. Temos já a experiência do ano passado e esperamos poder fazer, este ano, um bocadinho mais rápido, mas ainda é cedo dizer quando poderemos fazer as entregas», referiu.
As equipas de sapadores florestais foram criadas em 1999, contando-se atualmente 276.
Nos últimos quatro anos, as equipas de sapadores florestais geriram 66 mil hectares de combustíveis, levaram a cabo 4.500 ações de rearborização e procederam à beneficiação de 12 mil quilómetros de rede viária florestal e de 1.650 pontos de água. Foram ainda responsáveis por 1.650 dias de ações de sensibilização.

Queima vs Queimada

Quais as diferenças entre Queima e Queimada!?





segunda-feira, 23 de março de 2015

Mulching.. o que é!?

UA estuda técnica inédita no país contra a erosão depois dos incêndios florestais



Reduzir drasticamente o nível de erosão dos solos florestais depois da ocorrência de um incêndio é o grande objectivo do mulching. Tendo em conta que após um incêndio a erosão por acção da água das chuvas pode levar a perdas de cerca de 50 toneladas de solo, a técnica em estudo pela UA pode reduzir a escorrência de águas nos terrenos ardidos em mais 40 por cento e, com isso, diminuir a erosão do solo em 90 por cento.

O método inovador que a UA quer introduzir em Portugal, e que em tradução livre se pode designar por ‘acolchoado’, consiste na distribuição pelos solos consumidos pelo fogo de uma camada de restos florestais triturados.
“Com a vegetação e a manta morta da superfície dos terrenos transformados em cinzas o solo fica extremamente vulnerável à acção da erosão”, aponta Sérgio Alegre. O investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, e responsável pelos primeiros estudos em Portugal da utilização do mulching, relata que há terrenos que chegam a perder várias dezenas de toneladas de solo por hectare durante o primeiro ano depois de um incêndio.
“As implicações negativas que este cenário acarreta vão desde a perda de fertilidade e produtividade dos solos até à destruição dos ecossistemas e bens a jusante das áreas afectadas como é o caso de caminhos, pontes, praias fluviais ou propriedades”, diz o investigador.
O problema da erosão adensa-se, por exemplo, quando esta afecta o normal funcionamento de barragens e centrais hidroeléctricas. “Com a acumulação das toneladas de sedimentos levados pela chuva até aos rios, e destes até às albufeiras das barragens, estas podem perder o volume útil para armazenar a água, o que leva à necessidade do seu desassoreamento e limpeza para poder acumular mais água”, explica Sérgio Alegre.
Ainda que em Portugal o desaparecimento do solo por erosão após incêndio não esteja muito bem estudado, Sérgio Alegre aponta para investigações realizadas em “países que têm uma longa tradição nesses estudos”, nomeadamente nos EUA, onde as perdas podem atingir até 65 toneladas por hectare ardido durante o primeiro ano após o incêndio. Aqui bem perto, na Galiza, já se quantificaram perdas de 10 a 35 toneladas por hectare durante um ano. “No caso de Portugal, só agora começamos a ter algumas estimativas, mas são medições pontuais em pequenas parcelas de erosão, pelo que é preciso continuar a investigar para conhecer os efeitos dos incêndios a escalas maiores”, refere.
Matérias primas à mão de semear
Níveis de pluviosidade, inclinação dos terrenos, características geológicas, clima, tipos de vegetação e ciclo de incêndios a que o terreno tem estado sujeito são alguns dos factores ligados ao processo de erosão e que influenciam as perdas de solo. “Depois de um incêndio é preciso avaliar as zonas onde há risco de erosão. É claro que não podemos tratar toda a superfície ardida com o mulching porque seria inútil aplicá-lo nalgumas áreas que não precisam”, aponta Sérgio Alegre. É o caso das áreas sem declive ou áreas ardidas com uma baixa intensidade do fogo onde as árvores ainda possuem folhas nas copas que, depois de caírem, fornecem de uma protecção natural ao solo. No caso dos pinhais, “a caruma funciona como um mulching natural tão efectivo como os restos florestais triturados”.
Matérias-primas para triturar a pensar no ‘acolchoamento’ não faltam em Portugal. “Pode-se aplicar as toneladas e toneladas de cascas de madeira que não são utilizadas pelas fábricas de pasta de papel. É um material muito bom pois tem fibras longas que se adaptam ao solo formando uma espécie de rede que retém água e sedimentos”, explica o investigador do CESAM. O mulching pode igualmente fazer uso do que sobra das podas e de “restos derivados das limpezas dos matos, dos jardins ou das bermas das estradas que, na maioria dos casos, são enviados para lixeiras”.
Técnicas actuais ineficazes
Aplicado à mão ou com recurso a meios aéreos sobre os terrenos mais expostos a fenómenos de erosão, o mulching pretende substituir as “ineficazes” mas muito usadas barreiras de madeira cravadas nos solos ardidos para reterem águas e sedimentos. Sérgio Alegre aponta que “ em comparação com o mulch, essas barreiras, não cumprem a função de reter as águas e de mitigar a perca de sedimentos dos terrenos expostos à erosão”.
Pelo contrário, o investigador do CESAM, garante que o mulch, numa primeira fase, reduz as perdas de solo e, posteriormente, através da própria decomposição dos restos florestais, acaba por se incorporar no ecossistema florestal. “Como é um material que pode reter água por absorção ou por retenção nas micro-barreiras que as fibras formam, este método reduz a quantidade de água que flui para os rios até 40 ou 50 por cento”, explica Sérgio Alegre.
O processo, que “dá o mesmo trabalho que a colocação das barreiras”, pode evitar despesas maiores. O investigador não tem dúvidas: “Se com esta técnica se evitar que a perda do solo, um recurso não renovável à escala humana, leve à alteração dos ecossistemas aquáticos a jusante da área ardida, ou que, por exemplo, uma barragem fique cheia, então os gastos estão mais do que justificados”.

domingo, 22 de março de 2015

Técnicos de Fogo de Controlado, de Supressão e Operacionais de Queima... quais as diferenças?

Técnico credenciado em fogo controlado:
Técnico habilitado a planear o fogo controlado, a preparar, a executar ou a supervisionar a execução da operação e a avaliar os seus resultados.


Técnico credenciado em fogo de supressão:
Técnico capacitado em análise de incêndios e uso do fogo de supressão, habilitado a avaliar oportunidades de utilização do fogo de supressão, a prever os seus resultados e a proceder ao planeamento, organização, coordenação, supervisão e à execução de acções de fogo de supressão;


Operacional de Queima:
Um operacional de queima está habilitado a preparar e executar operações de queima sob a supervisão de técnico credenciado em fogo controlado ou em fogo de supressão, ou em auxílio ao COS (Comandante das Operações de Socorro) após autorização expressa da estrutura de comando da ANPC (Autoridade Nacional de Protecção Civil), registada na fita do tempo de cada ocorrência.


Fogo Técnico - o que é e em que consiste!?



Fogo Técnico é o uso do fogo que comporta as componentes de fogo controlado e de fogo de supressão;

O Regulamento do Fogo Técnico, anexo ao Despacho n.º 7511/2014, de 9 de junho, atribui ao ICNF I.P. as competências de reconhecimento da formação em fogo controlado, a credenciação de técnicos em fogo controlado, a gestão da base de dados nacional do fogo controlado, bem como a credenciação de operacional de queima.
Um operacional de queima surge como uma figura operativa qualificada para o efeito para executar fogo controlado e fogo de supressão, sob as orientações de técnicos credenciados nas respectivas modalidades.
De acordo com o mesmo Regulamento, a gestão das normas que enquadram o fogo de supressão, bem como a credenciação de técnicos em fogo de supressão, são da competência da ANPC - Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Fogo Controlado:
O fogo controlado consiste no uso do fogo na gestão dos espaços florestais, sob condições, normas e procedimentos conducentes à satisfação de objectivos específicos e quantificáveis em planos de fogo controlado, que é executado sob a responsabilidade de um técnico credenciado ou sob a sua supervisão



Uso do fogo controlado
O fogo controlado é executado, segundo planeamento previamente aprovado nos termos do presente Regulamento, por técnico credenciado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. (ICNF, I. P.), ou sob a sua responsabilidade e supervisão.



Fogo de Supressão:
O fogo de supressão consiste em técnicas que pretendem a extinção de incêndios florestais através da utilização de fogo, localizado estrategicamente para o efeito, compreendendo o fogo táctico e o contrafogo.


«Contrafogo» o uso do fogo no âmbito da luta contra os incêndios florestais, consistindo na ignição ao longo de uma zona de apoio, na dianteira de uma frente de incêndio, de forma a provocar a interacção das duas frentes de fogo e a alterar a sua direcção de propagação ou a provocar a sua extinção.

«Fogo táctico» o uso do fogo no âmbito da luta contra os incêndios florestais, consistindo na ignição de um fogo ao longo de uma zona de apoio, com o objectivo de reduzir a disponibilidade de combustível e desta forma diminuir a intensidade do incêndio, terminar ou corrigir a extinção de uma zona de rescaldo de maneira a diminuir as probabilidades de reacendimentos, ou criar uma zona de segurança para a protecção de pessoas e bens;


Mais informação:
Fogo Técnico - legislação

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